quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Religiões de matriz africana

É surpreendente como exitem religiões que descendem de matriz africana, um verdadeiro acervo cultural que existe num Brasil-afro afora.
Não precisamos ir muito longe com nossa conversa para que sempre exista alguém quem dirá ser a sua de origem primordial, principal e muitas vezes sendo a correta.
Porém, visto em ambito geral, é quase que impossivel dizer quem detem a verdade plena e isso entristesse a todos nossos antepassados por não conseguirmos, mesmo com tantas adversidades, seguirmos unidos.
Em pesquisa, trago um pouco de casa religião afro-brasileira e quem sabe um dia poderemos dizer com muito mais força a palavra Asé.


São consideradas religiões afro-brasileiras, todas as religiões que tiveram origem nas religiôes tradicionais africanas, que foram trazidas para o Brasil pelos negros africanos, na condição de escravos. Ou religiões que absorveram ou adotaram costumes e rituais africanos.

Babaçue - Maranhão, Pará.

Babaçuê é um culto religioso afro-amerindio popular do Norte e Nordeste do Brasil em especial no estado do Pará.
Também chamado de Batuque-de-Santa-Bárbara, Batuque-de-Mina, é considerado como uma das Religiôes afro-brasileiras por ser um tipo de candomblé mestiço, também chamado de Jeje-nago, onde são cultuados tanto Orisas como Voduns.
Como Batuque de Santa Bárbara, cultua os Orixás nagôs Oya e Sango, a primeira protegendo as mulheres e o segundo, os homens. E na versão Batuque-de-Mina, cultua os Voduns.

Batuque - Rio Grande do Sul

 Batuque é uma religião afro-brasileira de culto aos orisas encontrada principalmente no estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, de onde se estendeu para países vizinhos como uruguai e Argentina. É fruto de religiões dos povos da Costa da Guiné e da Nigéria, como as nações Jeje, Ijexa, Oyó, Cabinda e Nago.
A palavra "batuque" se originou da palavra "batukajé", um termo bantu, numa referência ao bater dos tambores típico das cerimônias da religião.


  • Nação Oyo — se caracterizava principalmente pela ordem das rezas: primeiro, tocava-se para todos os orixás masculinos, depois para os femininos e finalizava-se com Oyá, Xangô e Oxalá (Oyá e Xangô no final, representando o rei e a rainha de Oyó) e dizem também que, ao final da cerimônia, os orixás carregavam a cabeça dos animais a eles sacrificados, já em estado de decomposição, na boca.

  • Kabina — Embora por muitos anos consideraram haver uma ligação com a cultura Banto, ela não cultua nkisis (divindades banto), mas sim Orixás Yorùbá, os mesmos de todas as três raízes do Batuque Afrosul, com acréscimo de algumas divindades como o Bará (Bará Legba), Zina e a Oyá (Oyá Dirã, Oyá Timboá). O culto da Cabinda está ligada ao ritual do culto ao grande Aláàfìn Òyó, que por sua vez está ligada diretamente ao culto dos Eguns, sabendo que o ritual de Egun teve inicio em Oyo. É comum encontrar do lado de fora da maioria dos templos da raiz Cabinda o assentamento do Baru Aláàfìn, conhecido por Kamuká, que está ligado diretamente ao Igbalé (casa dos mortos). Desta forma é a única vertente do Batuque Afrosul que conseguem manter os rituais de Ìbòrì e feitura quando ocorre o procedimento de um Arissum (ritual fúnebre), ou, quando é necessário dar procedência à preparação de um Lailẹ̀mí (morto), criando assim uma forte ligação com os antepassados e os rituais à Oríxá, sem que misturem os dois, pois esta é uma religião voltada exclusivamente à Orixá.
A Cabinda é considerada uma Raíz da Nação Batuque Afrosul, pois contém fatores que determinam uma ramificação, porem faltam elementos que caracterize uma nova nação dentro da própria nação Afrosul.

  • Nação Jeje — assim como a Cabinda, adotou o panteão iorubá dos orixás, que são os mesmos de Ijexá, sendo muito comum as casas de Jeje-Ijexá. Muitos sacerdotes da Nação Jeje do batuque desconhecem a palavra Vodun, embora se tenham relatos de culto a algumas destas divindades antigamente. Os descendentes de Pai Joãozinho do Bará (Esú By) são os que mantém firme as tradições desta nação, como o uso de agdavís em seus rituais (chamado "Jeje de pauzinhos"), o assentamento de Ogum semelhante ao do Vodun Gun no Daomé, e existência de pessoas iniciadas para Dan e Sogbo. As cerimônias se iniciam com a parte Jeje (com cânticos no dialeto fongbe) e a dança em pares (simbolizando o par da criação Mawu-Lisa) e o toque com as "varinhas" e, depois, a parte iorubá, com as rezas tradicionais do batuque.

  • Nação Nagô — tem uma certa semelhança com o candomblé tanto nas cerimônias como nas características dos Orixás. Seu panteão é mais numeroso, em algumas casas este chega ao número de 19 Divindades e sua liturgia e dogmas se diferencia das demais nações, a exemplo seu sistema de enterramento/funeral, seu culto a Ancestralidade, seus ritos iniciativos, culinárias dentre outros. Seus adeptos costumam se vestir de branco e colocar pano de cabeça nas obrigações. Outra questão que a diferencia é no trato aos ritos iniciáticos. Este só acontece perante a manifestação sutil da divindade. Por fim nesta nação não existe nenhum tipo de Tabu que proiba ao iniciado saber da presença de sua divindade o que fez do nago uma nação dentro do batuque que utiliza-se de cargos, os mais corriqueiros (Ogan, Ekedi, Axogun, Pejigan, Yabasse, Yamoro, Babakekere, Yakekere). A fundamentação de Exu-Bará é realizada 3 dias antes da iniciação e dificilmente se assenta orixá adjunto.
 Cabula é o nome pelo qual foi chamada, na Bahia, uma seita surgida no final do século XIX, com caráter secreto e fundo religioso. Além do cunho hermético, a seita mantinha forte influência da cultura afro-brasileira, sobretudo dos malês, bantos com sincretismo provocado pela difusão da doutrina espírita nos últimos anos do século XIX.
A Cabula é classificada como candomblé de caboclo, considerada como precursora da Umbanda, persiste ainda como forma de culto nos estados da Bahia, Espirito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro

Candomblé - Brasil inteiro

Candomblé é uma religião derivada do animismo africano onde se cultuam os orisas, voduns, nkisis dependendo da nação. Sendo de origem totêmica e familiar, é uma das religiões afro-brasileiras praticadas principalmente no Brasil, pelo chamado povo do santo, mas também em outros países como Uruguai, Argentina, Venezuela, Colombia, Panamá, México, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha.
Cada nação africana tem como base o culto a um único orixá. A junção dos cultos é um fenômeno brasileiro em decorrência da importação de escravos onde, agrupados nas senzalas nomeavam um zelador de santo também conhecido como babalorisá no caso dos homens e iyalorisás no caso das mulheres.
A religião que tem por base a anima (alma) da Natureza, sendo portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África, juntamente com seus Orisás/Nksis/Voduns, sua cultura, e seus idiomas, entre 1549 e 1888.
Diz Clarival do Prado Valladares em seu artigo «A Iconologia Africana no Brasil», na Revista Brasileira de Cultura (MEC e Conselho Federal de Cultura), ano I, Julho-Setembro 1999, p. 37, que o «surgimento dos candomblés com posse de terra na periferia das cidades e com agremiação de crentes e prática de calendário verifica-se incidentalmente em documentos e crônicas a partir do século XVIII». O autor considera difícil para «qualquer historiador descobrir documentos do período anterior diretamente relacionados à prática permitida, ou subreptícia, de rituais africanos». O documento mais remoto, segundo ele, seria de autoria de D. Frei Antônio de Guadalupe, Bispo visitador de Minas Gerais em 1726, divulgado nos «Mandamentos ou Capítulos da visita».
Embora confinado originalmente à população de negros escravizados, inicialmente nas senzalas, quilombos e terreiros, proibido pela igreja católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888. Estabeleceu-se com seguidores de várias classes sociais e dezenas de milhares de templos.
Entretanto, na cultura brasileira as religiões não são vistas como mutuamente exclusivas, e muitas pessoas de outras crenças religiosas — até 70 milhões, de acordo com algumas organizações culturais Afro-Brasileiras — participam em rituais do candomblé, regularmente ou ocasionalmente. Orixás do Candomblé, os rituais, e as festas são agora uma parte integrante da cultura e uma parte do folclore brasileiro.
O Candomblé não deve ser confundido com Umbanda, Macumba e/ou Omoloko, outras religiões afro-brasileiras com similar origem; e com religiões afro-americanas similares em outros países do Novo Mundo, como o Vodou haitiano, a Santeria cubana, e o Obeah, em Trinidade e Tobago, os Shangos (similar ao Tchamba africano, Xambá e ao Xangô do Nordeste do Brasil) o Ourisha, de origem yoruba, os quais foram desenvolvidas independentemente do Candomblé e são virtualmente desconhecidos no Brasil.
Candomblé é uma religião "monoteísta", embora alguns defendam a ideia que são cultuados vários deuses, o deus único para a Nação Ketu é Olorum, para a Nação Bantu é Nzambi e para a Nação Jeje é Mawu, são nações independentes na prática diária e em virtude do sincretismo existente no Brasil a maioria dos participantes consideram como sendo o mesmo Deus da Igreja Católica.
Os Orixás/Inquices/Voduns recebem homenagens regulares, com oferendas de animais, vegetais e minerais, cânticos, danças e roupas especiais. Mesmo quando há na mitologia referência a uma divindade criadora, essa divindade tem muita importância no dia-a-dia dos membros do terreiro, mas não são cultuados em templo exclusivo, é louvado em todos os preceitos e muitas vezes é confundido com o Deus cristão.
  • os Orixás da Mitologia Yoruba foram criados por um deus supremo, Olorun (Olorum) dos Yoruba;
  • os Voduns da Mitologia Fon foram criados por Mawu, o deus supremo dos Fon;
  • os Nkisis da Mitologia Bantu, foram criados por Zambi, Zambiapongo, deus supremo e criador.
O Candomblé cultua, entre todas as nações, umas cinquenta das centenas deidades ainda cultuadas na África. Mas, na maioria dos terreiros das grandes cidades, são doze as mais cultuadas. O que acontece é que algumas divindades têm "qualidades", que podem ser cultuadas como um diferente Orixá/Inquice/Vodun em um ou outro terreiro. Então, a lista de divindades das diferentes nações é grande, e muitos Orixás do Ketu podem ser "identificados" com os Voduns do Jejé e Inquices dos Bantu em suas características, mas na realidade não são os mesmos; seus cultos, rituais e toques são totalmente diferentes.
Orixás têm individuais personalidades, habilidades e preferências rituais, e são conectados ao fenômeno natural específico (um conceito não muito diferente do Kami do japonês Xintoísmo). Toda pessoa é escolhida no nascimento por um ou vários "patronos" Orixás, que um babalorixá identificará. Alguns Orixás são "incorporados" por pessoas iniciadas durante o ritual do candomblé, outros Orixás não, apenas são cultuados em árvores pela coletividade. Alguns Orixás chamados Funfun (branco), que fizeram parte da criação do mundo, também não são incorporados.
Acreditam na vida após a morte, e que os espíritos dos babalorixás falecidos possam materializar-se em roupas específicas, são chamados de babá Egum ou Egungun e são cultuados em roças dirigidas só por homens no Culto aos Egungun, os espíritos das iyalorixás falecidas são cultuados coletivamente Iyami-Ajé nas sociedades secretas Gelede, ambos cultos são feitos em casas independentes das de candomblé que também se cultuam os eguns em casas separadas dos Orixás.


Omolokô é uma palavra composta que deriva de duas outras, oriundas da língua Iorubá com três versões distintas, segundo sua interpretação.
No primeiro ramo de análise, que é a versão da Srª Léa Maria Fonseca da Costa, Mãe-de-santo de Omolokô quer dizer:
“Omo” que significa “Filho” “Loko” referindo-se a árvore Iroko e tem o sentido de algo como “Filhos da Gameleira Branca”.
Algumas pessoas confundem o que seja Omolokô. “Omolokô é Umbanda ou Candomblé? “ A resposta só poderia ser uma única: Omolokô não é Umbanda apesar de aceitar em seus rituais o culto a Falangeiros de Orixás. O Omolokô cultua os Orixás com suas cantigas em Yorubá ou Angola, pois como já foi dito anteriormente esse ritual houve forte influência também por estas duas culturas. Porém, como pode-se ver, o ritual Omolokô não poderia ser encaixado no grupo dos Candomblés, pelo principal motivo de que no Omolokô são cultuados, ainda que em situações separadas, os Caboclos, Pretos-Velhos dentre outros, aceitando-se a realização de práticas ritualísticas de Umbanda em um mesmo solo. No entanto se for usado esse conceito de forma ampla pouqíssimas casas de Candomblé, a partir das mais antigas de Salvador, Bahia, poderiam hoje se enquadrar como Candomblé, considerando que a grande maioria cultua caboclos e exus. Praticamente muitas casas ditas tradicionais fazem muito mais trabalhos durante a semana com caboclos e pombagiras incorporados em pais e mães de santo do que propriamente dito os orixás. Há quem defina o Omolokô como “Umbandomblé”, ou como “Candomblé Umbandizado” ou ainda como “Umbanda Candombleizada”, porém, definições adaptáveis apenas às casas de Omolokô que fundem seus cultos, uma vez que existem aqueles que não misturam tais práticas, porém são muitos diferentes tais ações, pois no Candomble temos a iniciação de Yawos com a raspagem total do Ori quando no Omolokô a raspagem completa do Ori não existe, entretanto são iniciados também.


Pajelança indígena
pajelança (do tupi pajé, curador, sacerdote, xamã) é um termo genérico aplicado às diversas manifestações do xamanismo dos povos indígenas brasileiros. Refere-se aos rituais nos quais um especialista entra em contato com entidades não-humanas (espíritos de mortos, de animais etc.) com o fim de resolver problemas que acometem pessoas ou coletividades.

Pajelança cabocla
A pajelança cabocla (também chamada de cura, linha de pena e maracá, linha de sacaca e diversos outros nomes) é uma manifestação religiosa não-indígena, difundida pela Amazônia e parte do Nordeste do Brasil (Maranhão e Piauí). Combina elementos do catolicismo popular, das culturas indígenas, do Tambor de Mina e da Encantaria, da medicina rústica e de outros componentes da cultura e da religiosidade popular. Caracteriza-se, entre outros aspectos, pela ênfase no tratamento de doenças e aflições, por um transe de possessão característico, com “passagem” de diversas entidades espirituais em uma mesma sessão, e pela presença de certas práticas como o uso de tabaco e outras substâncias para defumação. Esses elementos associam a pajelança cabocla a outras manifestações religiosas populares encontradas no Norte e no Nordeste brasileiros, como o Catimbó/Jurema, o Toré e o Candomblé de Caboclo.

Pajelança
A Pajelança é encontrada no Amazonas, Pará, Piauí e Maranhão, uma religião autóctone, que foi gerada por elementos exclusivamente ameríndios. As curas e rituais são realizados pelo pajé, equivalente do xamã norte americano, com danças, cantos, e o instrumento sagrado, o maracá, um chocalho e o uso de alcalóides vegetais, que possibilitam o transe. Cada região tem entidades distintas que são invocadas, porém sempre são espíritos da natureza, de animais ou de antepassados mortos. No Piauí, a Encantaria mescla a pajelança amazônica com o catolicismo popular.


Quimbanda é uma ramificação da umbanda desde a sua fundação pelo médium brasileiro Zélio Fernandino de Morais, já que o mesmo admitiu ter um exu como guia por ordens de seus guias. Assim como qualquer religião, dentro da quimbanda, existem várias linhas de desenvolvimento, mas o princípio de trabalhar respeitando as leis da Umbanda é fundamental, uma vez que estas entidades são comandadas pelas entidades da Umbanda, que é sua matriz.
A quimbanda é onde atuam os exus e pombas-giras (também chamados de "Povo de Rua"); estes fazem uso de forças negativas (isso não significa malignas), muitas vezes estão presentes em lugares onde possa ter Kiumbas (obsessores-seres malignos, também conhecidos como Egum). Estas entidades trabalham basicamente para seu desevolvimento espiritual, para que possam evoluir e assim encontrar seu caminho. Voltam para trabalhar justamente para cumprir algum carma que deixou em outra encarnação. Por isso, estas entidades têm muita semelhança com os humanos, usando linguagens por vezes atuais.
A entrega de oferendas é comum na quimbanda, assim como na umbanda. As oferendas variam de acordo com cada entidade. Algumas linhas também consideram oferendas com animais. Também podem ser oferecidas bebidas alcoólicas, como cachaça, uísque ou conhaque, entre outros.
Não se deve confundir a quimbanda com a kiumbanda (popularmente conhecida como magia negra), que não respeita os princípios fundamentais da umbanda. Uma vez sem doutrina e uma linha de comando, muitas vezes realizam trabalhos que não trazem crescimento espiritual para aquela entidade, inclusive tirando a vida de pessoas.

Tambor de Mina
Como as demais religiões de origem africana no Brasil (Candomblé, Umbanda, Xangô, Xambá, Batuque, Toré, Jarê e outras), o tambor de mina se caracteriza por ser religião iniciática e de transe ou possessão. No tambor de mina mais tradicional a iniciação é demorada, não havendo cerimônias públicas de saída, sendo realizada com grande discrição no recinto dos terreiros e poucas pessoas recebem os graus mais elevados ou a iniciação completa.

A discrição no transe e no comportamento em geral é uma características marcante do tambor de mina, considerado por muitos como uma maçonaria de negros, pois apresenta características de sociedades secretas. Nos recintos mais sagrados do culto (peji em nagô, ou côme em jeje), penetram apenas os iniciados mais graduados.
O transe no tambor de mina é muito discreto e as vezes percebível apenas por pequenos detalhes da vestimenta. Em muitas casas, no início do transe, a entidade dá muitas voltas ao redor de si mesmo, no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, talvez para firmar o transe, numa dança de bonito efeito visual. Normalmente a pessoa quando entra em transe recebe um símbolo, como uma toalha branca amarrada na cintura ou um lenço, denominado pana, enrolado na mão ou no braço.
No Tambor de Mina cerca de noventa por cento dos participantes do culto são do sexo feminino e por isso, alguns falam num matriarcado nesta religião. Os homens desempenham principalmente a função de tocadores de tambores, isto é, abatás, daí a definição abatazeiros, também se encarregam de certas atividades do culto, como matança de animais de 4 patas e do transporte de certas obrigações para o local em que devem ser depositados. Algumas casas são dirigidas por homens e possuem maior presença de homens, que podem ser encontrados inclusive na roda de dançantes.

 Umbanda é uma religião brasileira que sincretiza vários elementos, inclusive de outras religiões como o catolicismo, o espiritismo, as religiões afro-brasileiras e a religiosidade indígena. A palavra umbanda deriva de m'banda, que em quimbundo significa "sacerdote" ou "curandeiro". Acredita-se também que a palavra Umbanda seja uma derivação da expressão "a banda de um", em homenagem a seus fundadores: Zélio Fernandino de Moraes e seu guia espiritual, Caboclo das Sete Encruzilhadas.
 
A umbanda tem como lugar religioso o Templo, Centro, Tenda e dificilmente chamado de terreiro, que é o local onde os Umbandistas se encontram para realização do culto aos orixás e dos seus guias, que na umbanda se denominam giras, sessões ou cultos.
O chefe do culto no Centro é o pai ou mãe de santo. São os médiuns mais experientes e com maior conhecimento, normalmente fundadores do templo. São quem coordenam as giras e que irão incorporar o guia-chefe, que comandará a espiritualidade e a materialidade durante os trabalhos.
Como uma religião espiritualista, a ligação entre os encarnados e os desencarnados se faz por meio dos médiuns.
Na umbanda existem várias classes de médiuns, de acordo com o tipo de mediunidade.
Normalmente há os médiuns de incorporação, que irão "emprestar" seus corpos para os guias.
Há também os Ogãs, que transmitem a vibração da espiritualidade superior por via dos atabaques, criando um campo energético favorável à atração de determinados espíritos, sendo muitas vezes responsáveis pela harmonia da gira.
Há os Corimbas/Cambonos, que são os que comandam os cânticos e as Cambonas que são encarregadas de atender as entidades, provisionando todo o material necessário para a realização dos trabalhos.
Embora caiba ao sacerdote ou à sacerdotisa responsável o comando vibratório do rito, grande importância é dada à cooperação, ao trabalho coletivo de toda a corrente mediúnica.
Segundo a umbanda, as entidades que são incorporadas pelos médiuns são os Guias: Pretos-Velhos, Caboclos, Crianças ; Protetores: Boiadeiros, Marinheiros, Baianos, Orientais e Mineiros. Outras entidades como Malandros e Ciganos. E as de Quimbanda: Exus e Pomba-Giras (muitos centros não utilizam essas entidades em atendimentos).

As religiões afro-brasileiras na maioria são relacionadas com a religião yorùbá e outras religiões tradicionais africanas, é uma parte das religiões afro-americanas e diferentes das religiões afro-cubanas como a Santeria de Cuba e o Vodou do Haiti pouco conhecidas no Brasil.

Essa é uma sintese de religiões de matriz africana, existindo muitas outras quase que extintas em todo o território Brasileiro.



quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Ditos populares africanos

Quando você tem sangue negro não cospe saliva branca.
Em iorubá, sangue negro significa ódio. É melhor falar ou dizer que você tem dentro de esconder esses sentimentos. Não adianta fingir que nós queremos alguém que realmente odeio. 

 
Quando uma carne de elefante traz sobre sua cabeça não deve ser a vasculhar o buraco de um grilo com o pé. Não se deve arriscar a perder algo importante para algo que não é.

Na presença de uma criança diz que alguém não vai ser decapitado: quando a criança vê a coisa primeira pessoa vai fazer é olhar para o seu pescoço. É melhor não repetir os rumores sobre uma pessoa e que aqueles que ouvi-los começar a olhar para essa pessoa com desprezo.
 
A pessoa que trabalha duro ganha a inimizade do vago.  
O vago não quer bem ao trabalhador. O homem que ocupa uma posição baixa inveja de ocupar uma posição alta.
 
Com uma mão você não pode levantar uma cabaça no topo. Ao fazer uma tarefa que não pode ser realizada com uma das mãos deve-se sempre procurar ajuda. Há muitas coisas que duas pessoas podem fazer melhor do que um: isto é particularmente verdadeiro no pais onde você precisa da cooperação do pai e da mãe.
 
Se a noite cai na presença de um é difícil andar na escuridão. Pode-se caminhar facilmente em uma estrada escura, quando ele viu a luz. A pessoa não deve se intrometer nos assuntos sem conhecer os detalhes.

Aquele que caminha lentamente (agir sabiamente) leva para casa um título: a execução (agindo negligentemente) perde a oportunidade de apreciar o título. É decisão imprudente correr em assuntos de importância. Antes de agir é preciso pensar com clareza e pesar as conseqüências, mesmo que demore mais.

A lareira não funciona sozinho, você tem que apagar o fogo (madeira, carvão) nele. Você deve ter cuidado ao tomar seus assuntos de forma desfavorável, pode haver alguém que trabalha secretamente contra você.

Quando eu primeiro mostrou a pluma de uma palmeira jovem disse que seu objetivo era levar para o céu. Isto é dito de jovens que por causa de sua inexperiência não percebem as limitações e não acatam os conselhos dos mais velhos.

As rochas puxá-lo para 200 frangos, atirar pedras, até o anoitecer. Deve-se limitar as suas atividades e objectivos para fazer algumas coisas direito: é bom ser um "pau para toda obra e mestre de ninguém".

Aquele que olha para os sussurros da floresta, mas a floresta não faz fofoca. Aquele a quem você contou os seus segredos é um traidor. Não diga muito sobre as pessoas do seu negócio. Um segredo compartilhado não é mais um segredo.

O cão veste um vestido de fogo vestido de leopardo com o sangue e o gato apenas um pano amarrado ao seu corpo. Mas todos os animais dentro de uma espécie que matam e comem outros animais. As aparências às vezes enganam. Não se deve julgar as coisas pela sua aparência, mas pelo que elas realmente são. Um homem não deve ser privado dos seus direitos apenas pela sua aparência.

Se uma árvore cai sobre a outra deve ser cortada primeiro é acima.
Quando há muitas questões que requerem atenção no cuidado mesmo tempo é necessário para classificar: a ser tratado de modo a não criar confusão ou mal-entendido.

Quando uma criança cai olhar em frente: quando um velho olha para trás para baixo. Quando um jovem falha em sua tentativa de olhar para trás para encontrar a causa da falha.

É improvável que as coisas são como a manhã de hoje, razão pela qual a consulta ao oráculo babalawo lfa a cada cinco dias. Deve-se estar preparado para mudanças no mundo, as coisas nem sempre correm como se quer.
 
Se a mão não vai parar continuamente de prato para a boca, no final você ficará satisfeito, não importa quão pequena a mordida. Não ignore as pequenas coisas. Cada grão de areia pode formar uma montanha.

O único a cavar trincheiras a enterrar o corpo só. O homem que chora só faz barulho. Aqueles que, apesar das circunstâncias desfavoráveis ​​podem controlar seus sentimentos e não as coisas essenciais quando os outros estão em pânico, eles estão melhor prestar serviços à sociedade a que pertencem.

Aquele que cai em um buraco ensina aqueles que virão depois de ser cuidadosos. É preciso aprender com as desgraças dos outros.

Aquele que iria comer o mel de uma rocha não importa o que acontece com a lâmina de seu machado.
Quando um homem quer algo deve estar disposto a pagar por isso.


Ajude-me durante a estação chuvosa e eu vou ajudar na estação seca. Deve-se prestar assistência mútua. Aquele que ajuda a outra será sempre ajudar.

A raiva não realizar qualquer coisa, a principal virtude é a paciência. O homem que se irrita facilmente deveria tentar controlar o seu temperamento, pois é muito provável encontrar problemas se não o paciente em circunstâncias assim o exigirem.

O caráter é como um deus: isso vai apoiá-lo como você se comporta. Se você tem bom caráter serão beneficiados. "Você colhe o que plantou."

O que vai na parte traseira de um porco não deve se sentir muito feliz. Mesmo montando um cavalo, cedo ou tarde tem que sair. Não se alegrar muito com o sucesso, pode ser temporária. Este provérbio é usado às vezes as pessoas que não conseguiram minimizar os sucessos dos outros.

Não há nenhum deus para apoiar um homem em sua preguiça: o aumento da ajuda do homem é seu próprio braço. Não faz sentido que sentar e esperar a ajuda dos outros: ele deve trabalhar para alcançar seus objetivos.

Depois de ter sido preenchido um é comer. Ninguém vai para a cama com uma vela acesa no teto. Quando há uma situação de tensão, é melhor para lidar com ele uma vez em vez de pretender que ele não existe.

Marsh destaca-se como se não fosse relacionado para o rio. Este comentário é usado para se referir às pessoas que estão interessadas em alguma coisa, mas preferem ignorar ou recusar-se a aceitar alguma responsabilidade.
 
O morcego pendurado de cabeça, olhando para o que as aves fazem. Isto é dito para aqueles que observam uma situação e tomar seu tempo. "Olhe antes de saltar."

O parasita não tem raízes. As árvores são parentes. Refere-se a pessoa se junta a outro, porque este último goza de uma posição melhor.

Os bloqueios não é conhecida como a construção de cada dentro. Isto é dito quando há mal-entendidos entre as pessoas que são esperadas para entender um ao outro.

Quando, mesmo sem ser muito antiga, perdemos nossos dentes, nós cobrimos nossas bocas com as mãos. O homem que não consegue fazer uma coisa tentar esconder o que você está fazendo. Aquele que é ter certeza que ele não será secreto.

O mundo é o oceano, as pessoas que nele são as lacunas. Se você não pode nadar (ou seja, a compreensão de pessoas no mundo) nunca pode aproveitar a vida. Estudo é importante para todas as pessoas e as situações antes de empreender uma ação particular. É preciso ser discreto e saber como lidar com todos os tipos de pessoas.

O professor não ensina-nos a fazer o mal, se não estamos dentro do mal.
Quem nos ensina a fazer o bem?
Este é um comentário satírico sobre as pessoas que tentam justificar algo errado dizendo que foi alguém que levou para fazê-lo.

Um bate mãos para a dança louca tão louca quanto o louco mesmo. As pessoas que se escondem os males dos outros são também culpados.

O fofoqueiro sempre acho que as pessoas estão falando sobre ele. Ele sempre faz uma suspeita mal dos outros. Os ímpios sempre pensar que os outros são como eles.

O dedão é dos mais fortes dedos. Quando o pai morre os filhos são irrigadas. Como dedos, inútil quando você tem o dedão do pé, as crianças são regadas quando o pai morre.

Não importa quão difícil a estrada, sempre encontrar ovos de galinha. Isto corresponde a "se você quiser, você pode." Usado para mostrar a força do amor de mãe.

Quando o cão vê o rosto de uma leopardo é ainda. Quando o homem está na presença de seus superiores é cuidadoso em seu comportamento.

O peixe sempre o mesmo tipo nadar um após o outro.
O peixe sempre nadar com aqueles de tamanho igual.
Pessoas na mesma temporada da vida sempre andam juntos. Pessoas com o mesmo caráter andam juntos. "Diga-me quem são seus amigos e eu te direi quem és".

Um acorda quem está dormindo não fingindo dormir.
Quando alguém finge algo é a melhor coisa é evitar ou ignorar.

 
A boca que não fecha e os lábios parar de se mover não só trazem problemas.
Quando as palavras são muitos fins malignos.


A boca não pode ser tão sujo que o seu proprietário não pode comer com ela. É difícil ver nossas próprias fraquezas, os nossos olhos tudo o que temos é bom.

Quando a todos leopardo solto vê.
Usado quando algo é de domínio público.
Todo mundo sabe disso.

Esuru Gudugudu lembra, mas você não pode comer (o esuru é uma espécie de guisado, o gudugudu é uma variedade venenosa).
Tudo parece bem, não tem qualidade. Nem tudo que reluz é ouro.

O coxo pode dançar, mas não pés. Diz-se da pessoa que você não tenha dado uma oportunidade de mostrar que você pode fazer.

Alguns dizem que o personagem é o ornamento do homem, dentes brancos são o ornamento de uma bela mulher. Este é um comentário sobre a importância de um bom caráter.

Personagens similares criar uma amizade. Duas pessoas não podem ser amigos, a menos que eles têm muito em comum. "Mostre-me seu amigo e dizer-lhe quem você é."

O que eu quero comer, você não quer comê-lo, devemos comer separadamente. Quando duas pessoas discordam, é melhor separar.

Foi a morte dos peixes que trouxe o peixe para o povo. Diz-se quando as circunstâncias forçar alguém a fazer o que ele normalmente não faria.

O adorador de dança Chago e mantém o ar, ele se machuca. Mantenha o ar faz parte da dança da Chago e somente aqueles que tenham praticado ele pode fazer bem.

Quando o gato sai de férias, a casa torna-se uma casa de ratos.
Quando a cabeça é para cima, seus subordinados fazem o que querem.
"Quando os gatos estão longe, os ratos podem jogar."

Quando a mão direita lavou a esquerda e direita esquerda lavados, as mãos permanecem limpas.
Ajuda mútua é benéfico para todas as partes envolvidas.


Este ano você matar um elefante, no próximo ano você matar um búfalo, mas um ano depois matar um rato. É a sua honra vai para a frente ou para trás?
Isto é dito quando alguém não está no trabalho ou na escola.


Que é a lagarta torna-se uma borboleta, que é o ovo produz a galinha. Não se deve subestimar uma criança pequena, porque ele vai crescer e se tornar um homem e, talvez, um homem de alta posição. "Não despreze pequenos começos."

O nome que damos aos nossos filhos permanece dentro de nós e não é revelado (O nome dado ao menino ao nascer é especialmente importante para iorubá.
É razoável manter certas coisas em segredo até o momento adequado.


Nenhum ídolo tão caro como o estômago, que recebe oferecer todos os dias.
Diz-se quando algo deve ser feito repetidamente.


O rio nunca é tão completo como para cobrir os olhos do peixe. O provérbio é usado como uma repreensão a quem se aproxima da parte superior da cabeça imediatamente acima, se um homem é o seu verdadeiro amigo pode saber o seu segredo.

Ser como eu Seja como eu, estas palavras fazem-lhe uma professora difícil. Por este provérbio aconselha a família a permitir que os rapazes para seguir sua vocação e não forçá-lo a adotar a profissão ou actividade dos pais contra a sua vontade.

Você não pode fazer o macaco um homem, mas não deve esquecer que o homem é o macaco.
Uma pessoa não pode mudar seu caráter.
"O leopardo não pode mudar suas pintas".

Se um homem tem 20 escravos, se um homem tem 30 Iwofa, seu filho é sempre o seu filho (A Iwofá é um servo de trabalho para o seu empréstimo). Apesar de todo o interesse que um homem pode ter para os seus escravos ou trabalhadores, o interesse em seu filho vai ser sempre melhor. "Sangue é mais espesso que a água."